AIDS e a Vulnerabilidade Feminina
Nina Rosa do Amaral Costa Borges (Mestrado)
Orientadora: Profa. Dra. Ana Maria Faccioli Camargo
Agência financiadora: FAPESP


Dados do Programa de AIDS da Organização das Nações Unidas , do início da epidemia de HIV/AIDS até o momento, já contabilizam 21,8 milhões de pessoas contaminadas no mundo. No Brasil a questão é crônica frente aos desafios sociais que se impõem. No que tange a situação epidemiológica da AIDS junto as mulheres, constata-se um aumento crescente do número de casos. Entretanto, a vulnerabilidade feminina frente ao HIV/AIDS e o impacto da epidemia em suas vidas vem sendo tratados como uma questão secundária. Embora os estudos que investigam as implicações da infecção pelo HIV/AIDS sobre mulheres sejam recentes, eles indicam que a mulher, quando se descobre HIV positiva, tem um tempo de evolução da doença muito rápido, culminando com um óbito em curto prazo. Esses dados sugerem a existência de fatores que estão colaborando para aumentar o risco de infecção e agravar o desenvolvimento da doença entre a população feminina, principalmente no que se refere as mulheres que não se reconhecem em situação de risco. Quais são esses fatores ? Por que o tempo de sobrevida entre as mulheres aparenta ser menor do que entre os homens ? Como esse sentimento de impotência se construiu historicamente e como ele se insere no contexto das relações de gêneros ?
Este trabalho se propõe analisar, junto as mulheres soropositivas e soronegativas, os fatores histórico-psico-sociais que estão levando-as a não se prevenirem das DST/AIDS assim como o que está favorecendo o desenvolvimento mais rápido da AIDS.
Este estudo pretende contribuir também para a elaboração de programas educativos mais eficazes no que se refere a adoção de comportamentos mais seguros frente a AIDS.
A pesquisa está sendo realizada através de uma análise qualitativa, tendo por objeto de estudo, casos, histórias relatadas utilizando a metodologia da história real.