Dissertação de Mestrado - Resumos

 

Ismael Bravo (concluído)

Título: Gestão da Qualidade em Ciências Administrativas: Um modelo para a conexão da qualidade na agricultura
Orientador: Prof. Dr. Ademir José Petenati

O presente estudo tem como objetivo avaliar, no contexto das relações cotidianas do pequeno produtor agrícola, o modo como a formação de multiplicadores em gestão da qualidade na administração das organizações ligadas ao setor agrícola poderá incentivar esse produtor ao uso de novas tecnologias.
Para tanto, iniciou-se essa investigação baseando-se em dados de instituições de pesquisa do Estado de São Paulo em estudos e trabalhos de órgãos da Federação. Puderam-se observar alguns desencontros entre agricultor, educação e assistência técnica.
Com base nos dados obtidos, e, em virtude do baixo nível de escolaridade, dos implicados na pesquisa, optou-se pela utilização dos fundamentos androgógicos para formação de multiplicadores, buscando-se facilitar as relações do agricultor com o meio rural.
O estudo permitiu constatar que as fontes informações do agricultor não se prendem aos conceitos de gestão da qualidade em administração, necessitando a criação de um elo de ligação que contemple a mesma linguagem utilizada nos processos da Agricultura. Esse elo é representado por multiplicadores.
O multiplicador deve ser alguém que se encontre em estreito contato com a comunidade rural, a fim de leva-lo a conhecer diretamente a realidade do grupo em que atua, de modo que possa contribuir na difusão da qualidade na Administração Agrícola.
Notou-se também a diversidade de visões da qualidade dentro dos órgãos de pesquisa agrícola. Conclui-se que há falta de um nivelamento teórico da administração em qualidade, dificultando a difusão de um conteúdo pragmático desta administração.
Tais dificuldade levam a configurar, neste momento, que gestão da qualidade em ciências administrativas é uma proposta de modelo para conexão da qualidade com a Agricultura.

 

Alfredo Sérgio Ribas dos Santos, R.A. 955068 (concluído)

Título: "Financiamento da educação no Brasil: Estudo de caso da Prefeitura do Município de São Paulo, 1986 a 1996"
Orientador: Prof. Dr. José Roberto Montes Heloani
Data: Agosto de 1997

Este trabalho contribui para a análise da ação da Prefeitura do Município de São Paulo, através da Secretaria Municipal de Educação, no financiamento da educação infantil, do ensino fundamental e da educação especial no período de 1986 a 1996.
Destacam-se as formas como são apresentados os gastos com ensino, por parte do Executivo, e os critérios utilizados pelo Tribunal de Contas do Município e Câmara Municipal de São Paulo, para aprovar ou rejeitar as contas da prefeitura.
Demonstra-se como o orçamento e o balanço proposto pelo prefeito são instrumentos de articulação e negociação política, e o financiamento da educação é um elemento dessa prática política.
Mostra-se que os números apresentados pela Prefeitura do Município de São Paulo para justificar a aplicação dos percentuais mínimos, legalmente exigidos, na educação pública não foram os reais. Pois, consideraram-se como gastos com ensino projetos e atividades que não estão previstos na legislação que define o que deva ser manutenção e desenvolvimento do ensino.
Justifica-se esta análise, na medida em que, o financiamento na educação no Brasil, principalmente no ano de 1996, se alterou profundamente. Sendo assim, o período estudado servirá como parâmetro para comparações entre as legislações presentes até 1996 e a nova forma de financiamento definidas por essas leis.
São elas:
Emenda Constitucional n.º 14 - de 13 de setembro de 1996, que modifica os arts. 34, 208, 211, 212, da Constituição Federal e dá nova redação ao Art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias;
Lei n.º 9394 - de 20 de dezembro de 1996, que dispõem sobre o "Fundão" ( Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério ), na forma prevista no Art. 60, § 7º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, e dá outras providências;
Medida Provisória n.º 1565 - de 09 de janeiro de 1997, que altera a legislação que rege o Salário-Educação e dá outras providências.
Procura-se desmistificar, com este trabalho, a idéia presente nos discursos oficiais e não oficiais, de que a educação pública em especial, é a prioridade social e econômica para o País. Porque, considerar-se o financiamento da educação como um instrumento para tornar a educação escolar pública tal prioridade, contata-se, pela análise dos orçamentos e balanços da Prefeitura paulistana, que os gastos com o ensino no período de 1986 a 1996 e a Rede Municipal de Ensino de São Paulo, responsável pela educação infantil, ensino fundamental e educação especial, não receberam os recursos financeiros em quantidades suficientes, para a consolidação da educação escolar pública municipal como política de inclusão social e consolidação da Cidadania e da Democracia 

 

Cleusa Maria Lopes Simplício (concluído)

Título: Realidade e contradições do ensino de 2º grau

Este estudo procurou conhecer e analisar a realidade do ensino de 2º grau em Poços de Caldas, como também as expectativas dos diretores, professores e alunos em relação a esse grau de ensino.
Iniciamos fazendo uma retrospectiva histórica para situar o desenvolvimento da Educação Brasileira no contexto social, até a Lei de Diretrizes e Bases de Educação Nacional n.º 5692/71.
Para sitiarmos o desenvolvimento do ensino de 2º grau em Poços de Caldas fizemos uma análise da sua situação em Minas Gerais e da política do Departamento de Ensino de 2º grau da Secretaria do Estado de Educação de Minas Gerais.
O procedimento metodológico usado na pesquisa foi a "Análise de Prova". Esta metodologia nos possibilitou o levantamento de questões do material colhido. Quais as mensagens implícitas e explícitas, intencionais ou não intencionais. Em lugar de categorias pré especificadas são gerados tópicos e times a partir dos princípios teóricos e os pressupostos da investigação.
Os resultados obtidos são de que:

 

Jane Shirley Escodro Prantester (concluído)

Título: A participação como essência do processo de descentralização e municipalização da Educação de 1º grau: um estudo de caso
Orientador: Maria Lucia Rocha Duarte Carvalho

O objetivo deste estudo foi investigar as possíveis discrepâncias nos diversos grupos representantes dos segmentos da sociedade indaiatubana em relação às propostas do programa oficial do Governo do Estado de São Paulo (PMDB), no período de 82 a 86 a respeito da Descentralização, Participação e Municipalização do Ensino de 1º Grau, e as verificadas a nível de prática no município de Indaiatuba, cujo prefeito era também filiado ao partido da situação.
A população alvo da pesquisa foi constituída de diretores de EEPGs, de Vereadores do Município, Associações de Amigos de Bairro, Comissão de Seleção Professores Municipais, Secretários Municipais, Comissão de Passes Escolares e Bolsa de Estudo, Equipe do DEDUC ( Dep. de Educação), Diretores do Departamento do SEMEC (Sec. Mun. de Educação e Cultura) e professores da Pré Escola Municipal.
Os instrumentos de pesquisa foram constituídos de questionários e entrevistas. Nos primeiros, pretendemos verificar qual a idéia apresentada pelos diversos grupos pesquisados em relação à "proximidade" ou "distanciamento" da Administração Municipal quanto às premissas do discurso teórico do ex-governador de São Paulo, Dr. André Franco Montoro, no município de Indaiatuba. Ao mesmo tempo, visamos estabelecer comparações dos grupos entre si, em relação à premissa levantada. Os questionários respondidos pelos diversos representantes da sociedade, no município em questão, ligados à Educação Municipal, compuseram-se de 06 questões abertas e 48 questões fechadas.
Para se compreender as premissas específicas do discurso oficial, ( Proposta Montoro ) realizamos um levantamento relativamente extensos dos principais conceitos que a sustentam.
Em função das características de que se revestia a pesquisa, realizamos uma entrevista pessoal com o mentor da proposta: o Governador Doutor André Franco Montoro.
Nosso trabalho constitui-se em suma, de análises dos dados obtidos através dos meios citados e na escolha e aplicação da estratégia adequada à sua análise.
Acreditamos que, com isso, colaboramos, embora de forma muito modesta, com informações e sugestões a serem oferecidas aos diversos grupos representantes da comunidade indaiatubana, que compõe a estrutura formal e informal do Sistema Educacional, e , em especial, ao Poder Legislativo neste momento histórico, em que se faz necessário escrever o capítulo da Educação na Lei Orgânica dos Municípios.

 

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